quarta-feira, 27 de abril de 2011

Falando em passado, estava vendo umas fotos antigas e relembrando uns amores antigos.

Todo mundo já teve um amor de infância em que você era apaixonada pelo garoto mais popular do colégio e ele nem sabia da sua existência. Ou então, você era apaixonada pelo garoto não tão popular, mas mesmo assim ele cagava e andava pra você.

O cara era o máximo! Usava calça Levi’s (naquela época era o auge), tênis Nike e relógio Swatch! Ele tinha estilo, era inteligente, além de ser o capitão do time, e no final da aula de educação física, ele tirava a camisa e ia tomar uma ducha.

Todas as meninas, de todas as salas idolatravam o garanhão. Até as professoras davam aquela olhadinha com o canto do olho. O motorista ia buscá-lo na porta do colégio, no seu lindo carro preto blindado.

A tarde, eu e minhas amigas íamos ao clube. Eu, suando que nem um porco no rolete, depois de jogar futebol, tênis e vôlei, me esbarrava com ele, exalando Hugo Boss após uma aula de squash!

Em seguida todo mundo pra piscina. Eu, como sempre era a primeira a pular do trampolim e fazer “BOMBAAAAA”. Molhava todo mundo, me achando engraçada, enquanto ele (e a torcida do Flamengo) comentava: “Que infantil!”

Hora do lanche! Depois de tanto praticar esporte, eu ia pra lanchonete e comia uma coxinha, um croquete, uma coca-cola e depois um sorvete corneto! Ele pedia um lanche de peito de peru e queijo branco, e um suco de laranja sem açúcar!

Ok! O tempo passou, ficamos adolescentes e com isso veio a maturidade e a modernidade. Ele: Colégio de manhã, aula de inglês e reforço das matérias a tarde, academia a noite e uma volta na avenida para encontrar com os amigos. Eu: Colégio de manhã, dormir a tarde, acordar a noite e jogar vídeo-game de madrugada.

Eu não era o tipo dele. Enquanto ele estudava para prestar medicina e estudar fora do país, eu elaborava discursos para os meus pais, para me livrar da bronca que ia levar de ter todo o meu boletim vermelho. E carreira? Que carreira? A resposta para a pergunta “o que você quer ser quando crescer?” era sempre a mesma desde pequena: “Gente grande!”

O tempo passou, e ele nunca me notou!

Caminhos opostos. Cada um seguiu seu rumo.

E o tempo passou mais... e com isso veio a modernidade virtual. Orkut, MSN, facebook...

E ele me adicionou, puxou assunto comigo. Isso me balançou, porque ele era O CARA!

Ele me chama pra sair, eu aceito.

Antes fuço a vida dele nas redes sociais. Noto uma gordurinha aqui, outra acolá. Ok. Percebo que ele não estudou medicina, fez administração numa faculdade de merda no interior. Trabalha com o pai, porque não construiu carreira nenhuma, a não ser a mesada que o pai sustenta até hoje aos 30 anos. Só tem baranga na sua rede de amigos. Até sua última mensagem foi de uma rapariga que na foto está com saia de onça e bota branca. Acho estranho. Fico na dúvida se era o príncipe da infância. Confirmo. Penso, LOGO DESISTO!

Eu era a menina-moleca, que tinha barriga e não tava nem aí em usar maquiagem, também não falava inglês, e muito menos sabia o que queria ser quando crescer. O garanhão estudado, bonitão, que deixava qualquer uma de quatro hoje virou um zero a esquerda. Regrediu e ta em busca de amigos, porque ele já nem é tão engraçado assim! As mulheres que hoje ele “pega”, são as que sobraram, aquelas estilo fim de feira, que ninguém quer.

O cara descolado, não colou! Virou passado! Passado mesmo! Nem de graça, nem com o carro blindado, o tênis Nike, o relógio swatch e a calça levi’s...

Moral da história: ADIANTA VOCÊ TER DINHEIRO, SER BACANA, ESNOBAR AS PESSOAS, PRA QUANDO CRESCER VIRAR UM MERDA?

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