Doutor, o caso é grave! Tudo dói! As pernas, as costas, os braços, até o coração. Ah! A cabeça também... e como dói a cabeça. Comentei que o ouvido também dói? Tenho escutado um chiado, um zum zum zum... não sei o que é. Tem como o senhor dar uma olhadinha? A orelha também às vezes dói, mas acho que tem gente por aí falando de mim. Mas nem ligo!! Deixe que falem! Doutor o coração ta doendo muito, às vezes ele acelera, e às vezes ele para. Será que é paixão ou to tendo um infarto?
Ando cansada sabe Doutor? De tudo! Da vida, do emprego, dos amigos, dos amores (mal resolvidos). Sei que o senhor não é psicólogo, mas deixa eu desabafar um pouco.
O trabalho é cansativo, parece que não. Já ouvi muito sobre futilidade, mas não é. Preciso pagar minhas contas, me entende? Hoje em dia, poucos têm o privilégio de seguir sua carreira profissional, pois paga-se muito pouco. Gosto da minha profissão, e confesso que é a única coisa que sei fazer, mas não da, sabe? Ganhar pouco, trabalhar pra pagar contas, isso não é pra mim. Gosto de ter uma vida tranqüila, de respirar suavemente e colocar a cabeça no travesseiro sem me preocupar que no dia seguinte meu aluguel vence e não tenho dinheiro pra pagar. Ok! Confesso que não tenho limites. Já faz tempo que preciso guardar dinheiro pra comprar meu carro e fazer aquela viagem pra Califa, mas eu sou muito consumista sabe Doutor? Adoro uma roupa nova, colecionar filmes, decorar minha casa, conhecer lugares novos, baladas e bares. Sem falar no teatro e cinema que não vivo sem. Mas vou me conter. Ano que vem vou pra Califórnia, viver a vida sobre as ondas, vou ser artista de cinema, o meu destino é ser star!
É Doutor, meu destino é ser star, já te contei? Um dia eu conto, porque essa história é longa!
Ai Doutor, esses dias fui assaltada, me deu uma revolta! Uma raiva! Mas já passou! Esse país não tem solução né? É criança roubando, adolescente assaltando, homem matando... ta difícil! Onde vamos parar? E eu que ainda sonho em ter filhos? Será que vale a pena colocá-los no mundo para ver isso?
Por falar em filho Doutor, já to com 25 anos. E eu quando era pequena, sonhava casar com 26 e ter filhos com 28 anos. Faltam seis meses pra eu fazer 26 anos, será que eu caso? To solteira! Não é fácil hoje em dia achar um homem bom, honesto, que goste de mim, que seja fiel, bonito. Não precisa ser rico não Doutor, sempre fui independente, não ligo pra essa bobagem de que é o homem que paga a conta, que mantém a casa e tal. Sou bem tranqüila sabe? Mas também sou bem difícil. São poucos os que têm paciência comigo. Sou ciumenta Doutor, muito! Isso me faz mal. Como tem mulher vagabunda nesse mundo, ne? Que não se da valor. Não me conformo! Eu sempre me pergunto: “Cadê a mãe dessas meninas?” Minha mãe sempre me ensinou que o que é dos outros a gente não pode mexer. E hoje eu concordo com ela. Pra que atrapalhar com a felicidade dos outros ne? Tem tanto homem no mundo. Sozinho ninguém fica!
Ai Doutor, às vezes tenho medo da solidão! Da um frio na barriga saber que um dia você pode ta sozinha nesse mundo grande. Tenho muitos amigos, aliás, conheço muita gente, mas tenho poucos amigos. Verdadeiros são bem poucos. As pessoas são estranhas ne? Não confio mais em ninguém hoje em dia.
Sabe Doutor, queria tirar umas férias. Mas férias de tudo! Do trabalho, da rotina, dos amigos, dos romances. Queria viajar pra bem longe e sozinha. Pra me encontrar e me conhecer melhor! Acho que to precisando. To confusa! Não sei se quero ser jornalista, não sei se quero mais essa rotina, não sei se eu gosto dele, não sei de quem eu gosto e nem se eu gosto de mim! Cansei de pessoas querendo controlar meu dia a dia. Cobrando-me obrigações que não tem nada a ver com elas. Brigando, questionando, me julgando...
Doutor, o senhor pode me receitar um remédio pra sumir daqui? Bem longe, por favor! Sem data pra voltar, ok? Posso acertar na recepção mesmo? Avisa meus pais que não to levando o celular ta?
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
domingo, 26 de setembro de 2010
ATÉ QUANDO?
Pode até parecer ironia do destino, mas eu fui destinada ao meu maior teste de tolerância nesses últimos dias.
Sempre fui uma pessoa que NUNCA prezou o amor humano. Nunca acreditei no homem, e nunca gostei de gente. Já ouvi muito sermão por isso, mas cada um tem sua opinião, por isso a minha é igual a de Brigitte Bardot: “Detesto grande parte da espécie humana. PREFIRO OS ANIMAIS!” Não sei que grande parte era a dela, mas a minha é GRANDE, IMENSA, praticamente infinita.
Nunca vi ou ouvi casos de algum leão matar outro animal que estava em seu território por diversão, por prazer. Ele faz isso por instinto, pela fome, pra proteger sua família. Também NUNCA vi um pit bull matar uma criança porque ela estava passando na rua. Se ele fez isso, foi porque ela o provocou de alguma forma. Tanto que esse papinho blasé de que pit Bull, rottweiler, doberman, etc teriam que ser instintos, me revolta e muito. Porque eu já vi muito labrador, poodle e vira-lata bravos, feroz. O temperamento do cão é a forma como o dono o trata.
Pode reparar na atitude do homem perante um cão. Se ele grita, bate ou tem a mania de brincar batendo ou irritando o cão, é claro que ele vai se defender. E a maior defesa dele é a mordida. Se você trata seu animal com respeito, ensina o não e não o agride, ele não vai JAMAIS te atacar.
Agora vejamos o homem. Ele teve uma criação incrível. Pode ser de classe baixa, alta ou média. Os pais ensinaram o certo e o errado, falaram sobre o sim e o não, o que pode, o que não pode e o que jamais não pode ser feito. Ele sai de casa e apaga tudo da memória, ignora sua criação e o que os pais o ensinaram.
Eu me pergunto: O que leva uma pessoa a roubar? Matar? Ser um criminoso? Como uma pessoa consegue colocar a cabeça no travesseiro e dormir tranqüila sabendo o que fez? Essas pessoas conhecem Deus? Sabem o que é amor?
Eu fico imaginando o dia a dia de uma pessoa assim, mas não consigo chegar a conclusões nenhuma. Veja só. Eu acordo, faço o sinal da cruz antes mesmo de levantar da cama, e ainda sempre coloco o pé direito no chão (tenho toc, não sei se contei isso já). Faço uma oração e peço pra Deus iluminar meu caminho e que só as pessoas boas se aproximem de mim. Tomo banho, me troco, tomo café, arrumo minhas coisas e vou trabalhar. Trabalho com gente, dos melhores e piores tipos, mas não deixo isso interferir na minha vida pessoal. Se me abalo eu respiro fundo e bola pra frente, essa pessoa é infeliz. Se me faz bem, com certeza essa pessoa está nas minhas orações e não vou querer perder contato com ela. Depois de um longo dia de trabalho, volto pra casa, (a propósito, o melhor lugar do mundo). Estou ao lado das minhas irmãs, conversas, fofocas, risadas, brigas, mas em paz. Tomo um banho, como, saio, vejo os amigos, saio pra balada, pra beber, pra dar risada. Me divirto. Volto pra casa, coloco meu pijama, e antes de dormir agradeço a Deus pelo dia e pelas pessoas maravilhosas que traçaram meu caminho.
Às vezes, no meio do dia, me pego conversando com Ele. Questionando coisas, tentando achar soluções para minhas causas. Às vezes brigo com Ele, ou falo em voz alta e cobrando um pouco mais da Sua presença. Há dias também que eu esqueço Dele, vou dormir sem falar tchau, ou acordo sem dar bom dia. Mas sei que Ele ta do meu lado, e mesmo sem eu pedir, Ele ta iluminando meu caminho e colocando pessoas boas na minha vida.
E as pessoas que não conversam com Deus, que são ruins, que não tem nada no coração? São podres por dentro?
Dia 24 de setembro, às 9 horas da noite, eu fui assaltada por um homem/menino sem Deus no coração, sem ninguém, e sem nada na vida. Confesso que no primeiro instante desejei que ele levasse um tombo e ficasse em coma pro resto da vida. Morte não, pois ele não merecia. Fiquei mal, me senti péssima. Estava a caminho do show do Djavan, no Credicard Hall. Que dia! Que expectativa que eu tava para chegar a hora de ouvir: “Valei-me Deus, é o fim do nosso amor. Perdoa, por favor, eu sei que o erro aconteceu. Mas não sei o que fez tudo mudar de vez...” E claro que mesmo ao som do Djavan, eu só via a imagem daquele garoto, daquele olhar. Dormir foi impossível e a revolta me consumiu. Em conversa com os amigos, a maioria dizia: “Agradeça que você está viva!” Sim, agradeço! Mas isso desanima, te deixa pequeno, sem rumo.
O meu desejo e as minhas vibrações negativas continuaram no dia seguinte. Desejando todo mal do mundo praquele rapaz. Se ele quis o celular pra vender e comprar drogas, que use bastante e morra de overdose. Confesso, meu dia seguinte foi o pior do mundo. Aqueles desejos me faziam mal. Até que um anjo (e amiga muito querida) chegou perto de mim e me disse: “Reze muito pra esse moço! Pra que ele se torne uma pessoa boa! E então pessoas boas se aproximarão de você!”
É por isso que sou abençoada!
Sempre fui uma pessoa que NUNCA prezou o amor humano. Nunca acreditei no homem, e nunca gostei de gente. Já ouvi muito sermão por isso, mas cada um tem sua opinião, por isso a minha é igual a de Brigitte Bardot: “Detesto grande parte da espécie humana. PREFIRO OS ANIMAIS!” Não sei que grande parte era a dela, mas a minha é GRANDE, IMENSA, praticamente infinita.
Nunca vi ou ouvi casos de algum leão matar outro animal que estava em seu território por diversão, por prazer. Ele faz isso por instinto, pela fome, pra proteger sua família. Também NUNCA vi um pit bull matar uma criança porque ela estava passando na rua. Se ele fez isso, foi porque ela o provocou de alguma forma. Tanto que esse papinho blasé de que pit Bull, rottweiler, doberman, etc teriam que ser instintos, me revolta e muito. Porque eu já vi muito labrador, poodle e vira-lata bravos, feroz. O temperamento do cão é a forma como o dono o trata.
Pode reparar na atitude do homem perante um cão. Se ele grita, bate ou tem a mania de brincar batendo ou irritando o cão, é claro que ele vai se defender. E a maior defesa dele é a mordida. Se você trata seu animal com respeito, ensina o não e não o agride, ele não vai JAMAIS te atacar.
Agora vejamos o homem. Ele teve uma criação incrível. Pode ser de classe baixa, alta ou média. Os pais ensinaram o certo e o errado, falaram sobre o sim e o não, o que pode, o que não pode e o que jamais não pode ser feito. Ele sai de casa e apaga tudo da memória, ignora sua criação e o que os pais o ensinaram.
Eu me pergunto: O que leva uma pessoa a roubar? Matar? Ser um criminoso? Como uma pessoa consegue colocar a cabeça no travesseiro e dormir tranqüila sabendo o que fez? Essas pessoas conhecem Deus? Sabem o que é amor?
Eu fico imaginando o dia a dia de uma pessoa assim, mas não consigo chegar a conclusões nenhuma. Veja só. Eu acordo, faço o sinal da cruz antes mesmo de levantar da cama, e ainda sempre coloco o pé direito no chão (tenho toc, não sei se contei isso já). Faço uma oração e peço pra Deus iluminar meu caminho e que só as pessoas boas se aproximem de mim. Tomo banho, me troco, tomo café, arrumo minhas coisas e vou trabalhar. Trabalho com gente, dos melhores e piores tipos, mas não deixo isso interferir na minha vida pessoal. Se me abalo eu respiro fundo e bola pra frente, essa pessoa é infeliz. Se me faz bem, com certeza essa pessoa está nas minhas orações e não vou querer perder contato com ela. Depois de um longo dia de trabalho, volto pra casa, (a propósito, o melhor lugar do mundo). Estou ao lado das minhas irmãs, conversas, fofocas, risadas, brigas, mas em paz. Tomo um banho, como, saio, vejo os amigos, saio pra balada, pra beber, pra dar risada. Me divirto. Volto pra casa, coloco meu pijama, e antes de dormir agradeço a Deus pelo dia e pelas pessoas maravilhosas que traçaram meu caminho.
Às vezes, no meio do dia, me pego conversando com Ele. Questionando coisas, tentando achar soluções para minhas causas. Às vezes brigo com Ele, ou falo em voz alta e cobrando um pouco mais da Sua presença. Há dias também que eu esqueço Dele, vou dormir sem falar tchau, ou acordo sem dar bom dia. Mas sei que Ele ta do meu lado, e mesmo sem eu pedir, Ele ta iluminando meu caminho e colocando pessoas boas na minha vida.
E as pessoas que não conversam com Deus, que são ruins, que não tem nada no coração? São podres por dentro?
Dia 24 de setembro, às 9 horas da noite, eu fui assaltada por um homem/menino sem Deus no coração, sem ninguém, e sem nada na vida. Confesso que no primeiro instante desejei que ele levasse um tombo e ficasse em coma pro resto da vida. Morte não, pois ele não merecia. Fiquei mal, me senti péssima. Estava a caminho do show do Djavan, no Credicard Hall. Que dia! Que expectativa que eu tava para chegar a hora de ouvir: “Valei-me Deus, é o fim do nosso amor. Perdoa, por favor, eu sei que o erro aconteceu. Mas não sei o que fez tudo mudar de vez...” E claro que mesmo ao som do Djavan, eu só via a imagem daquele garoto, daquele olhar. Dormir foi impossível e a revolta me consumiu. Em conversa com os amigos, a maioria dizia: “Agradeça que você está viva!” Sim, agradeço! Mas isso desanima, te deixa pequeno, sem rumo.
O meu desejo e as minhas vibrações negativas continuaram no dia seguinte. Desejando todo mal do mundo praquele rapaz. Se ele quis o celular pra vender e comprar drogas, que use bastante e morra de overdose. Confesso, meu dia seguinte foi o pior do mundo. Aqueles desejos me faziam mal. Até que um anjo (e amiga muito querida) chegou perto de mim e me disse: “Reze muito pra esse moço! Pra que ele se torne uma pessoa boa! E então pessoas boas se aproximarão de você!”
É por isso que sou abençoada!
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Vivendo e aprendendo a perder
Quando resolvi reativar esse blog, disse que escreveria tudo o que estou sentindo, tudo que me da vontade de desabafar. E hoje é um dia desses. To carente!
Admiro aquelas pessoas que ficam com alguém, mas não se envolvem. Ou quando se apaixonam e levam um fora, sofrem apenas por dois ou três dias e vão curtir a vida. O lema dessas pessoas é: "Sou mais eu" ou "Tenho amor próprio!" Juro que também gostaria de ser assim. Mas não! Sou boba! Sofro, choro, me culpo!
Não é fácil deletar as pessoas que ocupam nossa mente e nosso coração da noite para o dia. Ainda mais quando fazemos planos.
Não sei vocês, mas eu quando to com uma pessoa, ja fantasio tudo. Poxa! Se eu to com um cara, foi porque ele me conquistou e alguma coisa nele fez acelerar meu coração. É claro que não vou querer perdê-lo.
Não tenho esse desespero de querer ter um namorado, casar e não ficar sozinha. Morro de medo da solidão, confesso! Mas é bom ser solteira nessa fase que me encontro. É bom não ter que dar satisfação de onde vou ou com quem vou. Claro que no domingo a tarde bate um desespero por um carinho, um colo, uma companhia. Mas ser solteira também tem suas vantagens!
Eu já ouvi muito sermão de que sou boba, que dou valor a quem não merece, que tenho que pensar mais em mim, que preciso ter AMOR PRÓPRIO! Sem contar os outros sermões de que o cara não faz bem pra mim, que mereço alguém melhor, etc e tal.
Eu sei quando uma pessoa faz bem pra mim ou não, e SÓ EU SEI quando é hora de colocar um ponto final.
Chegou a hora!
Você dorme pensando na pessoa, fazendo planos, imaginando que no dia seguinte ele vai te ligar e sonha com o rosto, o corpo, o beijo e ainda não ve a hora que chegue o dia seguinte para mandar uma mensagem carinhosa e dizer que está com saudade.
No dia seguinte antes de mandar a mensagem, você entra na internet e fuça a vida alheia! (Hoje eu entendo o ditado: "Quem procura acha!") E eu achei... e chorei!
Ok! Agora é hora de por em prática o tal do "amor próprio", de perceber que o cara realmente não te faz bem. Ta na hora de pensar em mim! Pensar que tenho muita gente pra conhecer ainda e gente que me de valor, que goste de mim do jeito que sou, e que fique SÓ COMIGO! Porque eu sou mulher de um homem só, sou mulher independente, madura, linda, inteligente... Não sou brega, muito menos cafona. Sei me portar diante dos outros. Tenho postura e falo de qualquer assunto que esteja rolando no mundo. Tenho classe, falo mais de três linguas, sou honesta, do bem, estudada, culta e não vim aqui pra disputar homem com mulher pequena, biscate, que se faz de virgenzinha pra conquistar o outro. Diz que não bebe, não fuma e só faz amor, sexo não! Mas no fundo não passa de uma vadia, com duas caras, querendo se fazer a "legal", mas quando deita a cabeça no travesseiro pensa: "não sei que tipo de pessoa sou eu, não tenho personalidade. Amanhã qual personagem vou ser? A Sandy ou a Mulher Melancia?"
Cansei! Sou mais eu!!
Não vou mentir e dizer que está tudo bem, porque não está. Dói! Tomar essa decisão e por em prática é uma tarefa difícil. Quase impossível! MAs sei que é o melhor a fazer, para o meu bem e para o meu amor próprio!
Não importa com que intensidade uma pessoa nos machuca. Às vezes se livrar dele dói mais ainda!

“Enquanto não superarmos a ânsia do amor sem limites, não podemos crescer emocionalmente. Enquanto não atravessarmos a dor de nossa própria solidão, continuaremos a nos buscar em outras metades. Para viver a dois, antes, é necessário ser um!" (Fernando Pessoa)
PS: Todo mundo elogia meu blog porque sempre levo as situações mais complicadas pelo lado irônico. Nesse texto não teve nada disso, porque sofrer por amor não tem graça nenhuma!
Admiro aquelas pessoas que ficam com alguém, mas não se envolvem. Ou quando se apaixonam e levam um fora, sofrem apenas por dois ou três dias e vão curtir a vida. O lema dessas pessoas é: "Sou mais eu" ou "Tenho amor próprio!" Juro que também gostaria de ser assim. Mas não! Sou boba! Sofro, choro, me culpo!
Não é fácil deletar as pessoas que ocupam nossa mente e nosso coração da noite para o dia. Ainda mais quando fazemos planos.
Não sei vocês, mas eu quando to com uma pessoa, ja fantasio tudo. Poxa! Se eu to com um cara, foi porque ele me conquistou e alguma coisa nele fez acelerar meu coração. É claro que não vou querer perdê-lo.
Não tenho esse desespero de querer ter um namorado, casar e não ficar sozinha. Morro de medo da solidão, confesso! Mas é bom ser solteira nessa fase que me encontro. É bom não ter que dar satisfação de onde vou ou com quem vou. Claro que no domingo a tarde bate um desespero por um carinho, um colo, uma companhia. Mas ser solteira também tem suas vantagens!
Eu já ouvi muito sermão de que sou boba, que dou valor a quem não merece, que tenho que pensar mais em mim, que preciso ter AMOR PRÓPRIO! Sem contar os outros sermões de que o cara não faz bem pra mim, que mereço alguém melhor, etc e tal.
Eu sei quando uma pessoa faz bem pra mim ou não, e SÓ EU SEI quando é hora de colocar um ponto final.
Chegou a hora!
Você dorme pensando na pessoa, fazendo planos, imaginando que no dia seguinte ele vai te ligar e sonha com o rosto, o corpo, o beijo e ainda não ve a hora que chegue o dia seguinte para mandar uma mensagem carinhosa e dizer que está com saudade.
No dia seguinte antes de mandar a mensagem, você entra na internet e fuça a vida alheia! (Hoje eu entendo o ditado: "Quem procura acha!") E eu achei... e chorei!
Ok! Agora é hora de por em prática o tal do "amor próprio", de perceber que o cara realmente não te faz bem. Ta na hora de pensar em mim! Pensar que tenho muita gente pra conhecer ainda e gente que me de valor, que goste de mim do jeito que sou, e que fique SÓ COMIGO! Porque eu sou mulher de um homem só, sou mulher independente, madura, linda, inteligente... Não sou brega, muito menos cafona. Sei me portar diante dos outros. Tenho postura e falo de qualquer assunto que esteja rolando no mundo. Tenho classe, falo mais de três linguas, sou honesta, do bem, estudada, culta e não vim aqui pra disputar homem com mulher pequena, biscate, que se faz de virgenzinha pra conquistar o outro. Diz que não bebe, não fuma e só faz amor, sexo não! Mas no fundo não passa de uma vadia, com duas caras, querendo se fazer a "legal", mas quando deita a cabeça no travesseiro pensa: "não sei que tipo de pessoa sou eu, não tenho personalidade. Amanhã qual personagem vou ser? A Sandy ou a Mulher Melancia?"
Cansei! Sou mais eu!!
Não vou mentir e dizer que está tudo bem, porque não está. Dói! Tomar essa decisão e por em prática é uma tarefa difícil. Quase impossível! MAs sei que é o melhor a fazer, para o meu bem e para o meu amor próprio!
Não importa com que intensidade uma pessoa nos machuca. Às vezes se livrar dele dói mais ainda!

“Enquanto não superarmos a ânsia do amor sem limites, não podemos crescer emocionalmente. Enquanto não atravessarmos a dor de nossa própria solidão, continuaremos a nos buscar em outras metades. Para viver a dois, antes, é necessário ser um!" (Fernando Pessoa)
PS: Todo mundo elogia meu blog porque sempre levo as situações mais complicadas pelo lado irônico. Nesse texto não teve nada disso, porque sofrer por amor não tem graça nenhuma!
terça-feira, 7 de setembro de 2010
MEU PRIMEIRO AMOR
Que atire a primeira pedra aquele que disser que não se lembra do seu primeiro amor. Aquele amor de infância, sadio, puro. Que você jurava um dia casar com ele e ter dois filhos. Ok, eu queria ter quatro, mas quem me conhece sabe que eu sou exagerada em tudo o que faço.
Lembrar do seu primeiro amor pode até ser engraçado, pois hoje, talvez, você perceba que nunca daria certo mesmo. Talvez você nem saiba onde ele está hoje. Se está casado, com filhos, se virou gay, ou se ainda mora ao lado da sua casa.
O problema é quando nosso primeiro amor ressurge, e vira nossa cabeça e acelera o coração.
Eu posso dizer alto e em bom som que tive um grande amor, que foi o primeiro, que eu jurava que ia casar com ele, mesmo ele sendo meu oposto, sendo fresco e meio pretinho (sei que ele ta rindo agora rs).
Tudo começou em meados de 1990, quando fui estudar em um colégio que sua mãe era diretora. Claro que não vou lembrar datas, nem situações vividas com ele. Até porque eu era mais velha, não estávamos na mesma classe, e consequentemente não éramos amigos. Mas por ironia do destino, a minha melhor amiga era prima dele.
Sempre fui idiota quando o assunto é paixão. Sempre fantasiei situações e histórias. Sempre criei algo que estava longe de acontecer. Sempre me fodi!
Lembro que ficava horas assistindo aos vídeos de apresentações do final de ano para vê-lo, ou colocava a foto dele debaixo do meu travesseiro e pedia pro Papai do céu que ele gostasse de mim. Como uma criança de 4, 5 anos faz isso? Desde pequena não era normal. Bom relembrar isso, assim trabalho bastante esse meu jeito idiota de ser. Idiota não, APAIXONADA! Da licença, tenho mil defeitos, mas entre as minhas varias qualidades posso dizer que SOU uma mulher apaixonada. Se fizer um flashback da minha vida, não lembro um se quer momento em que estive sem ninguém no coração. Pode ser uma pessoa, um cachorro, uma situação vivida. Não estive apaixonada durante um período, EU SOU APAIXONADA! Inclusive por mim! Me amo!
Enfim, o destino nos colocou cada um de lado, já que eu morava em Santa Bárbara e ele em Americana. Tudo bem que era do lado, but... E durante oito anos, OITO ANOS, eu nunca mais ouvi nem vi o meu primeiro amor. Mesmo sendo amiga da prima dele, nunca mais tive notícias, até porque, depois de um tempo, me afastei da prima também, e seguimos caminhos diferentes.
Em janeiro de 2000 minha mãe decidiu me colocar num colégio particular em Americana. Contra minha vontade, é claro, mas eu fui. Confesso, foi o ano que mais vagabundei na minha vida. Nunca entrava na aula, dizia pro inspetor que ia à papelaria e matava aula, pulava o muro do colégio, jogava bexiga com água no professor, apanhava dos meninos da minha sala e sempre, SEMPRE era mandada pra fora da sala de aula e vivia na diretoria. Claro que meu primeiro colegial não rendeu bons frutos e reprovei para o orgulho geral da família Matarazzo. Quanto sermão, quanta bronca, quanta encheção de saco...
Ok! Admiti o erro e pedi pra minha mãe me mandar para um colégio interno. (Eu sei que vocês estão rindo agora, mas é verdade). Foi vergonhoso repetir um ano no colégio, tudo bem que não foi só eu, mas também meus amigos de farra. Wi, Bruno e outros que não lembro o nome.
Minha mãe já estava noites sem dormir, inconformada que a filha dela tinha levado um pau no colégio. Isso NUNCA aconteceu na minha família. E eu tive que escutar por anos e anos que era a estranha, a rebelde, a ovelha negra. Meus primos eram o exemplo, nunca ficaram para recuperação. Um era o melhor aluno da sala, a outra estudou na Universidade Estadual de Londrina, o outro era um crânio e super responsável, e eu um gênio da mentira e da maldição. Planejava vinganças, falsificava assinaturas, mentia o DIA TODO! Que Deus me perdoe, mas que meus filhos não puxem a mim!
Eu passava pelos corredores da minha casa e via minha mãe pensando onde colocaria sua filha retardada para estudar. Eu insistia no colégio interno, e um dia ela decidiu ir até o meu colégio e pedir uma chance ao diretor, para que eu fizesse uma prova geral, e caso passasse, iria para o segundo colegial. Ele não cedeu, pois eu havia reprovado em TODAS as matérias. Menos literatura e artes. (Quando eu falo que nasci para ser atriz ninguém acredita). Minha pobre mãe saiu triste do colégio e ao mesmo tempo revoltada que o diretor não quis dar uma chance para eu mostrar que sou capaz. Então ela decidiu me colocar num colégio mais difícil, mais rigoroso, mais foda de Americana. E literalmente ela fodeu com a minha vida, mas essa é outra história.
Pois bem, começo das aulas, novo colégio, novos amigos, e de repente meu primeiro amor estava lá. Moreno, alto, bonito e sensual, o mesmo sorriso e eu amoleci. Era tão bom ir ao colégio! Estudar dessa vez ficou interessante. Quero dizer, estudar não, só ir de corpo presente. E pela primeira vez nós ficamos. Que beijo, que abraço.
Claro que não durou um mês. Éramos muito novos. Ainda tínhamos uma vida pela frente, pessoas a conhecer e se relacionar. Porém foram três anos no mesmo colégio, nos vendo todos os dias. E foi quando me dei conta e percebi que era ele que eu queria passar o resto da vida, dividir histórias, companheirismo, etc.
Em janeiro de 2003, volta às aulas, ele ressurge LINDO, um homem! E como todo lindo homem, ele também tinha uma linda namorada! Cacete, por que eu não fiquei com ele desde o primeiro beijo, agora ia ser difícil reconquistá-lo. Ela era muito mais linda que eu, mais velha, mais interessante. Sofri, chorei, mas passou e resolvi viver minha vida e conhecer pessoas novas. Nos víamos todos os dias, e todas as manhãs ainda dava aquele frio na barriga, mas eu também tinha meus rolos e por isso não vivi aquela dor da paixão não correspondida.
Final de ano e vamos para a faculdade. Novamente cada um seguiu seu caminho. Rumos diferentes e cada um no seu quadrado. Mas o destino sempre foi engraçadinho comigo. Sempre me pregou peças e me deixou de saia justa.
Dezembro de 2006, festa de final de ano. Todo mundo bêbado êêêêêê! E la se vai eu e meu primeiro amor pra mais um capítulo dessa novela mexicana. Maria do Bairro perde fácil pra mim! Mal sabia que dessa vez ia perder a cabeça, que a paixão ia falar mais alto, que ia surtar e que talvez amei alguém quem nem saiba disso.
Um ano e dois meses de paixão, brigas, companheirismo, amizade, respeito, carinho e muito amor. Da minha parte sim, e foi verdadeiro. Volto a ressaltar meus defeitos, mas minha maior qualidade sem duvidas é a honestidade, e foi um ano e dois meses pulsando um coração pra uma única pessoa. Já vivi paixões avassaladoras, enlouquecidas, porém doentias. Com ele foi tão puro, tão saudável e tão verdadeiro.
Muitas vezes me pego pensando: “Será que é ele?” Nunca esqueci o sorriso, o beijo. E nunca antes de dormir, deixo de pedir para Deus proteger seu caminho, suas escolhas, e que se não for comigo, que ele encontre uma mulher que o faça realmente feliz, porque ele mais do que ninguém merece ser feliz pro resto da vida.
E eu sigo em frente...
Lembrar do seu primeiro amor pode até ser engraçado, pois hoje, talvez, você perceba que nunca daria certo mesmo. Talvez você nem saiba onde ele está hoje. Se está casado, com filhos, se virou gay, ou se ainda mora ao lado da sua casa.
O problema é quando nosso primeiro amor ressurge, e vira nossa cabeça e acelera o coração.
Eu posso dizer alto e em bom som que tive um grande amor, que foi o primeiro, que eu jurava que ia casar com ele, mesmo ele sendo meu oposto, sendo fresco e meio pretinho (sei que ele ta rindo agora rs).
Tudo começou em meados de 1990, quando fui estudar em um colégio que sua mãe era diretora. Claro que não vou lembrar datas, nem situações vividas com ele. Até porque eu era mais velha, não estávamos na mesma classe, e consequentemente não éramos amigos. Mas por ironia do destino, a minha melhor amiga era prima dele.
Sempre fui idiota quando o assunto é paixão. Sempre fantasiei situações e histórias. Sempre criei algo que estava longe de acontecer. Sempre me fodi!
Lembro que ficava horas assistindo aos vídeos de apresentações do final de ano para vê-lo, ou colocava a foto dele debaixo do meu travesseiro e pedia pro Papai do céu que ele gostasse de mim. Como uma criança de 4, 5 anos faz isso? Desde pequena não era normal. Bom relembrar isso, assim trabalho bastante esse meu jeito idiota de ser. Idiota não, APAIXONADA! Da licença, tenho mil defeitos, mas entre as minhas varias qualidades posso dizer que SOU uma mulher apaixonada. Se fizer um flashback da minha vida, não lembro um se quer momento em que estive sem ninguém no coração. Pode ser uma pessoa, um cachorro, uma situação vivida. Não estive apaixonada durante um período, EU SOU APAIXONADA! Inclusive por mim! Me amo!
Enfim, o destino nos colocou cada um de lado, já que eu morava em Santa Bárbara e ele em Americana. Tudo bem que era do lado, but... E durante oito anos, OITO ANOS, eu nunca mais ouvi nem vi o meu primeiro amor. Mesmo sendo amiga da prima dele, nunca mais tive notícias, até porque, depois de um tempo, me afastei da prima também, e seguimos caminhos diferentes.
Em janeiro de 2000 minha mãe decidiu me colocar num colégio particular em Americana. Contra minha vontade, é claro, mas eu fui. Confesso, foi o ano que mais vagabundei na minha vida. Nunca entrava na aula, dizia pro inspetor que ia à papelaria e matava aula, pulava o muro do colégio, jogava bexiga com água no professor, apanhava dos meninos da minha sala e sempre, SEMPRE era mandada pra fora da sala de aula e vivia na diretoria. Claro que meu primeiro colegial não rendeu bons frutos e reprovei para o orgulho geral da família Matarazzo. Quanto sermão, quanta bronca, quanta encheção de saco...
Ok! Admiti o erro e pedi pra minha mãe me mandar para um colégio interno. (Eu sei que vocês estão rindo agora, mas é verdade). Foi vergonhoso repetir um ano no colégio, tudo bem que não foi só eu, mas também meus amigos de farra. Wi, Bruno e outros que não lembro o nome.
Minha mãe já estava noites sem dormir, inconformada que a filha dela tinha levado um pau no colégio. Isso NUNCA aconteceu na minha família. E eu tive que escutar por anos e anos que era a estranha, a rebelde, a ovelha negra. Meus primos eram o exemplo, nunca ficaram para recuperação. Um era o melhor aluno da sala, a outra estudou na Universidade Estadual de Londrina, o outro era um crânio e super responsável, e eu um gênio da mentira e da maldição. Planejava vinganças, falsificava assinaturas, mentia o DIA TODO! Que Deus me perdoe, mas que meus filhos não puxem a mim!
Eu passava pelos corredores da minha casa e via minha mãe pensando onde colocaria sua filha retardada para estudar. Eu insistia no colégio interno, e um dia ela decidiu ir até o meu colégio e pedir uma chance ao diretor, para que eu fizesse uma prova geral, e caso passasse, iria para o segundo colegial. Ele não cedeu, pois eu havia reprovado em TODAS as matérias. Menos literatura e artes. (Quando eu falo que nasci para ser atriz ninguém acredita). Minha pobre mãe saiu triste do colégio e ao mesmo tempo revoltada que o diretor não quis dar uma chance para eu mostrar que sou capaz. Então ela decidiu me colocar num colégio mais difícil, mais rigoroso, mais foda de Americana. E literalmente ela fodeu com a minha vida, mas essa é outra história.
Pois bem, começo das aulas, novo colégio, novos amigos, e de repente meu primeiro amor estava lá. Moreno, alto, bonito e sensual, o mesmo sorriso e eu amoleci. Era tão bom ir ao colégio! Estudar dessa vez ficou interessante. Quero dizer, estudar não, só ir de corpo presente. E pela primeira vez nós ficamos. Que beijo, que abraço.
Claro que não durou um mês. Éramos muito novos. Ainda tínhamos uma vida pela frente, pessoas a conhecer e se relacionar. Porém foram três anos no mesmo colégio, nos vendo todos os dias. E foi quando me dei conta e percebi que era ele que eu queria passar o resto da vida, dividir histórias, companheirismo, etc.
Em janeiro de 2003, volta às aulas, ele ressurge LINDO, um homem! E como todo lindo homem, ele também tinha uma linda namorada! Cacete, por que eu não fiquei com ele desde o primeiro beijo, agora ia ser difícil reconquistá-lo. Ela era muito mais linda que eu, mais velha, mais interessante. Sofri, chorei, mas passou e resolvi viver minha vida e conhecer pessoas novas. Nos víamos todos os dias, e todas as manhãs ainda dava aquele frio na barriga, mas eu também tinha meus rolos e por isso não vivi aquela dor da paixão não correspondida.
Final de ano e vamos para a faculdade. Novamente cada um seguiu seu caminho. Rumos diferentes e cada um no seu quadrado. Mas o destino sempre foi engraçadinho comigo. Sempre me pregou peças e me deixou de saia justa.
Dezembro de 2006, festa de final de ano. Todo mundo bêbado êêêêêê! E la se vai eu e meu primeiro amor pra mais um capítulo dessa novela mexicana. Maria do Bairro perde fácil pra mim! Mal sabia que dessa vez ia perder a cabeça, que a paixão ia falar mais alto, que ia surtar e que talvez amei alguém quem nem saiba disso.
Um ano e dois meses de paixão, brigas, companheirismo, amizade, respeito, carinho e muito amor. Da minha parte sim, e foi verdadeiro. Volto a ressaltar meus defeitos, mas minha maior qualidade sem duvidas é a honestidade, e foi um ano e dois meses pulsando um coração pra uma única pessoa. Já vivi paixões avassaladoras, enlouquecidas, porém doentias. Com ele foi tão puro, tão saudável e tão verdadeiro.
Muitas vezes me pego pensando: “Será que é ele?” Nunca esqueci o sorriso, o beijo. E nunca antes de dormir, deixo de pedir para Deus proteger seu caminho, suas escolhas, e que se não for comigo, que ele encontre uma mulher que o faça realmente feliz, porque ele mais do que ninguém merece ser feliz pro resto da vida.
E eu sigo em frente...
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