terça-feira, 24 de agosto de 2010

Meu único e verdadeiro amor

Lembro como se fosse ontem quando folheando uma revista de fofocas, vi o Príncipe Willian em uma foto com um lindo cachorro amarelo. Naquele momento eu não tive dúvidas de que minha próxima aquisição seria um labrador amarelo.

Em 11 de abril de 2002, (dia do meu aniversario), minha cachorra morreu por causa de uma complicação no rim. Ela já era velha, mas a perda é sempre algo que nunca estamos preparados para enfrentar. Uma colie linda (mais conhecida pela Lessie do filme), era uma lady. Tinha as quatro patas brancas, e um pelo caramelo, de dar inveja em qualquer cão. Quando passeávamos na rua, não tinha uma pessoa que parasse para olhar. Ela era uma lady mesmo, no seu jeito de andar, de agir. Com o focinho empinado. Ela sabia que era linda e que tava arrasando corações, de outros cães e do ser humano. Karina era a cachorra que todo príncipe, princesa queria ter. Uma postura, inteligência e educação que eu nunca vi igual eu nenhum outro cão. Sem contar o quanto ela era brava, mas isso fazia dela ainda mais especial, pois ela protegia seus donos. A Kaká ficou comigo dos 6 aos 17 anos. Foi especial e inesquecível.

Na verdade, ela era da minha irmã. Lembro que meu pai foi buscá-la em SP, pois era uma raça raríssima. Ela já tinha nome, chamava-se FIRST, pois foi a primeira da ninhada a nascer, mas como em casa, ninguém faz diferença entre os bichos e o homem, todos os animais tiveram nome de gente, por isso minha irmã escolheu Karina, e com K, ok?

Claro que a perda da Kaká foi muito dolorida, todos sentimos, e com isso minha mãe decidiu nunca mais ter um animal. Pois a dor é incomparável. Mas e meu cão caramelo? Tava na minha vez de ter um cachorro. E pedi pra minha mãe um labrador amarelo. Claro que a resposta foi não!

Um dia, voltando do colégio, reparei em uma menina de uns 5, 6 anos, esperando os pais vir buscá-la. Ela era linda, a criança mais linda que já tinha visto. Tinha os cabelos pretos, a bochecha rosada e a pele bem branca. Parecia uma boneca de porcelana! Cheguei até ela e perguntei o nome. Ela respondeu: “Maria Eugênia!” Naquela hora decidi que minha filha iria chamar Maria Eugênia! Contei a parte que eu só tinha 15 anos e que não estava nos meus planos ter um filho? Pois é! Mas acho que vocês notaram quando disse que estava voltando do colégio. Colégio = faixa etária entre 10 a 17 anos, então NÃO!

Nessa mesma época, em uma conversa com meu pai, que também sempre gostou de cachorro, apesar de não morar mais na minha casa, me perguntou se eu sentia falta da Karina, de ter uma companhia. E eu disse que queria uma cachorra amarela igual a do Príncipe Willian. Ele me prometeu de presente o tão sonhado cão dourado. É claro que minha mãe bateu o pé e disse mil vezes não. Eu insistia, mas ela ficava furiosa, e meu pai queria me dar de presente, conversávamos horas sobre minha cachorra, minha amarela, minha MARIA EUGÊNIA! Sim, decidi o nome, eu iria ter uma filha e ela seria do jeito que eu vi na Revista Caras, junto do Príncipe Willian. (Pai, será que você poderia incluir o Príncipe Willian no presente? Grata!)

Em julho de 2002, estava de férias em Londrina, quando toca meu celular e meu pai diz: “To com a Maria Eugênia aqui na minha frente!” Eu SURTEI! Queria que Londrina fosse 15 minutos de Americana. Queria conhecê-la, abraçá-la. Afinal ela era minha. A mãe sempre vê seu filho antes. Fiquei revoltada e ao mesmo tempo feliz, em saber que minha Maria Eugênia já existia entre nós.

Alguns minutos depois meu pai me retorna dizendo que não a comprou, pois achava melhor eu estar junto, assim eu escolheria. E também contou que tinha encomendado minha filha, pois tinha uma cachorra que tinha dado cria, mas ainda estavam mamando, por isso só poderia pegá-la em agosto. Concordei!

No dia 13 de agosto, num domingo de dia dos pais, fomos almoçar fora e depois buscar minha princesa em um pet shop em Campinas. Claro que eu não comi. Primeiro, que o paizão me levou numa churrascaria, e eu sou vegetariana, e segundo que tava ansiosa.

Chegando ao local desejado, e o mesmo se encontrava FECHADO! Será que chorei? Mas em instantes chega um senhor e diz que abriria a partir das 14 horas. Faltavam uns 40 minutos ainda. O local era todo de vidro, então conseguia enxergar tudo lá dentro. A propósito, o pet shop era no Shopping Iguatemi, de Campinas. Eu roendo minhas unhas da mão (porque eu já tava quase roendo as dos pés também), só olho pra frente e vejo umas pessoas arrumando a loja, quando meu pai diz: “Olha a Maria Eugênia la!” Me desculpem, além de estar emocionada em escrever isso, eu não consigo em palavras descrever o que senti! Foi sem dúvidas AMOR a primeira vista. Ela era linda! Do jeito que eu sempre sonhei!

Ela veio para o meu colo enquanto meu pai pagava a conta, e ficou quieta, sem me olhar, me cheirar. Aparentemente estava com medo, sem saber o que aconteceria ali. Quando entrei no carro e coloquei ela sentada no meu colo, ela me olhou no fundo os olhos, abanou o rabo e deu uma lambida no meu rosto, que HOMEM NENHUM ME FEZ PERDER O FÔLEGO, IGUA ELA FEZ EU PERDER. Sem contar que a trilha sonora era Roupa Nova, e nesse momento de amor, tocava: “Eu te amo e vou gritar pra todo mundo ouvir. Ter você é meu desejo de viver. Sou menino e teu amor é que me faz crescer. E me entrego corpo e alma pra você”. E me entreguei mesmo. Amei como nunca amei ninguém!!! Minha Maria Eugênia foi sem dúvidas meu único e verdadeiro amor!

Chegando em casa, a surpresa ainda estava por vir. Minha mãe não sabia que a filha dela tinha parido uma cachorra. Pois bem, abro a porta, minha mãe está ao telefone. Eu com a cachorra no colo me aproximo dela e digo: “Aqui está o mais novo membro da família!” Minha mãe ficou BRANCA, azul, roxa e querendo me matar e matar meu pai que teve essa idéia de gênio! Maria Eugênia nem deu bola, olhou pra ela como se nada estivesse acontecendo. Tipo assim: “Aqui que vou morar? Ok, da licença que preciso conhecer o ambiente”. Naquele momento ela já tomou conta da casa e um espaço gigante nos nossos corações. Depois de cheirar todo seu território, se alimentar, defecar onde não devia, reparo nos olhos de minha mãe brilhando, como se estivesse dizendo: “Era isso que faltava na minha vida!”

A Marô (como era carinhosamente chamada) deixava sua marca onde passava. Era uma simpatia e um carisma que nem Ivete Sangalo consegue deixar em seus shows. Do mesmo jeito que a Karina chamava atenção quando desfilava na rua, a Marô também chamava, mas pela simpatia, beleza, o sorriso no rosto e o rabo SEMPRE abanando! O que era aquele rabo? Ela dormia e o rabo abanava. Às vezes ela sonhava e mesmo dormindo, o rabo subia e descia. Era algo que quando contava pros amigos, ninguém acreditava. Dizem que o cão é a cara do dono. Mentira! Nunca cheguei a um terço da simpatia que a Marô tinha.

Foram tantas histórias que com certeza irei contar em vários posts aqui. A melhor parte da minha vida foi quando eu conheci minha melhor amiga, quando tive o prazer de viver anos ao seu lado e poder dividir experiências, frustrações e MUITO amor! Muito mesmo!

Infelizmente a Marô não está mais aqui. Apesar de sentir seu cheiro todo dia, e sua presença sempre ao meu lado! Foram meses de luta e perseverança. Horas e horas conversando com o veterinário do porque isso estava acontecendo comigo e com ela. Dois meses de quimioterapia, em media cinco cirurgias em um ano, 10 pontos em cada corte, muita rifocina, iodo, pomadas e um excesso de cuidado que nem eu mesma imaginava poder agüentar. Horas sem dormir pra ficar ao lado dela e não deixar ela mexer nos pontos, ou ver se precisava de algo. Amizades perdidas por não compreenderem quando não saía de casa para ficar com ela. Mil litros de lagrimas caídas no meu rosto e a única coisa que sobrou foi um coração podre, abandonado, me perguntando todo dia o porquê ela se foi. Por que ela precisou sofrer tanto antes de partir e por que razão Deus a colocou na minha vida se foi pra tirá-la tão cedo?

Hoje, após nove meses a sua morte, me lembro do dia em que a levei na clínica para ver um caroço no pescoço e tive a pior notícia do mundo. Era um tumor maligno, sem cura, sem chance de sobrevier, no máximo oito meses de vida.

Perguntando-me todos os dias o porquê dela ter ido embora, ter sofrido tanto, hoje eu encontrei a resposta pra todas as minhas dúvidas. Deus coloca anjos em nossas vidas! Todo mundo veio aqui para aprender, e outros para ensinar. Eu aprendi com a Marô o que ninguém conseguiu me ensinar. Nem o catecismo, nem a crisma, nem ninguém... ela me ensinou a ter fé! Foi com ela que aprendi a rezar e pedir de coração aquilo que a gente sempre desejou. Ela me fez entender o PAI NOSSO! Me fez compreender quando se diz: “Seja feita a Tua vontade!”

Hoje me sinto pequena, sozinha, sem um amor! Mas quando lembro do sorriso, e do abano do rabo quando a encontrei pela última vez, segundos antes dela partir, e eu tomar a decisão mais difícil de minha vida, consigo confortar meu coração e saber que hoje ela ta em paz. Que foi para o bem dela.

Todos passam em nossas vidas e nos deixam uma marca ne? A Marô deixou uma tatuagem no meu coração, que ninguém vai apagar, e pra ter a certeza que nunca mais vou amar alguém como amei minha Maria Eugênia!



“Um dia te levo comigo e de saudade sua eu não choro mais!”

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Atropelando as idéias... e o coração!

Hoje não vou falar de mim! Vou tentar traduzir em poucas palavras (sei que isso é um desafio pra mim) a história de um casal apaixonado... e claro, como todo relacionamento, os obstáculos estão sempre em nossos caminhos.

Eu insisto na pergunta: POR QUE DIABOS, QUANDO AMBAS AS PESSOAS SE ENTREGAM, UMA DELAS DESISTE E VEM COM O PAPO: “Não quero namorar agora... quero curtir!” Gente, so sorry, pra mim curtir a vida é amar e ser amado. Não me venha com esse papinho blasé que pra mim não cola. Seja HOMEM e diga: “NÃO QUERO NAMORAR, PORQUE EU SOU UM PUTO, UM CANALHA E QUERO PEGAR GERAL”. É tão mais simples. E até pra gente que levou o fora é mais simples de aceitar. Mais simples não, diria menos dolorido.

Quando uma amiga me contou a história dela, minha vontade era de metralhar o palhaço. Não consigo ficar quieta com essas situações.

O que você diria, ou qual seria sua reação, depois de passar noites maravilhosas com o bofe e na manhã seguinte, ele vira do seu lado e diz: “Acho que atropelamos um pouco as coisas. Tudo aconteceu tão rápido, mas não era pra ser nesse ritmo. Eu acabei me confundindo”. COMO ASSIM SE CONFUNDINDO? Confundindo com o que? Com sua orientação sexual? Com a posição que você fez na noite passada, OU SE VOCÊ DESCOBRIU QUE É PASSIVO E NÃO ATIVO?????? Juro, eu to roxa de raiva! E de ritmo você ta falando? Queria um bolero, um tango?? Algo mais lento??? Não to entendendo!!!

Porque as pessoas tem medo de se envolver? Que culpa tem uma pessoa de se apaixonar pela outra? E acho que a outra que não se apaixonou não tem culpa nenhuma também. Ninguém pode fazer uma pessoa gostar da outra, obrigá-la a ficar junto. Mas é muito difícil aceitar. De vê-lo saindo pela porta sem saber quando vai voltar. Nessas horas não tem como segurar a lágrima que está para cair, nem fazer com que aquela dor no fundo do coração passe em questão de segundos.

Nos sentimos pequenos, fracos, sem reação e nem direção. Não há respostas pra todas as perguntas que o coração faz, e não há explicação da dor que um coração sente quando você fecha a porta, e não quer mais voltar!

Como diria o sempre belo e sábio Leoni, POR QUE NÃO EU!?

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Pessoas pequenas

Eu não sei com vocês, mas comigo há pessoas que pelo simples fato de existir, me irrita! Juro! É muito estranho, e ao mesmo tempo me da medo. Veja só: Você pode até odiar a Xuxa, a eterna Rainha dos Baixinhos. Ela pode ter mil defeitos, ser prostituta, feia, etc e tal... mas tenho amigos que não gostam da loura e tiveram a prova viva de quando a viram pessoalmente, puderam enxergar uma luz em volta dela. Juro! Posso apresentar essas pessoas pra vocês. Elas me disseram que é incrível! O relato de uma amiga muito próxima (que ODEIA a Xuxa) foi: “Eu vi que muita gente tava correndo em uma direção, eu de curiosa fui ver o que era. Não tive como não parar e ficar ali admirando. Ela brilha!” Louco isso ne? Mas há outras pessoas que são do mal, ruins por dentro. Elas até tem aqueles sorrisinhos no rosto de boa moça (bom moço), mas por dentro são podres. E essas, ao contrário das boas, é muito difícil de notar, pois elas tem duas caras.

Eu sempre fui católica, não muito praticante (exceto durante a doença da minha querida e eterna Maria Eugênia). Mas sempre acreditei em Deus! Porém, de uns tempos pra ca (justamente por causa da morte da minha Maria Eugênia), eu me revoltei! Sempre me perguntei o porque que Deus tirou ela de mim, e com isso “perdi” minha fé.

Não vou falar da Marô hoje. A propósito tenho um texto já sobre ela, mas vou falar das pessoas pequenas, essas que nos fazem mal.

Voltando ao assunto da fé. Ainda hoje assisti um filme, baseado numa história real sobre fé. Chama “O Fazendeiro de Deus”. Juro, se o filme não fosse baseado numa história real eu não acreditaria. É lindo! E uma lição pra levar pra vida toda e passar adiante. SEM FÉ, NINGUÉM É NADA! Recomendo esse filme a todos. No começo pode até ser chato e parado, mas a mensagem é linda e eu assisti no momento certo. Aliás, Deus “manda o recado” na hora certa!

Depois de uma discussão com uma pessoa MUITO do mal. Eu me revoltei. Chorei, perdi a fome, briguei com todos ao meu redor e descontei em quem não devia. Tudo isso por uma pessoa tão pequena, que não vale a pena. Mas depois de tudo que vivi, e já chorei nessa vida, minha fé vem me dizer BEM ALTO, que quem tem Deus no coração e acredita Nele, não precisa de mais nada. E não há NADA e nem NINGUÉM que possa nos fazer mal.