domingo, 26 de setembro de 2010

ATÉ QUANDO?

Pode até parecer ironia do destino, mas eu fui destinada ao meu maior teste de tolerância nesses últimos dias.

Sempre fui uma pessoa que NUNCA prezou o amor humano. Nunca acreditei no homem, e nunca gostei de gente. Já ouvi muito sermão por isso, mas cada um tem sua opinião, por isso a minha é igual a de Brigitte Bardot: “Detesto grande parte da espécie humana. PREFIRO OS ANIMAIS!” Não sei que grande parte era a dela, mas a minha é GRANDE, IMENSA, praticamente infinita.

Nunca vi ou ouvi casos de algum leão matar outro animal que estava em seu território por diversão, por prazer. Ele faz isso por instinto, pela fome, pra proteger sua família. Também NUNCA vi um pit bull matar uma criança porque ela estava passando na rua. Se ele fez isso, foi porque ela o provocou de alguma forma. Tanto que esse papinho blasé de que pit Bull, rottweiler, doberman, etc teriam que ser instintos, me revolta e muito. Porque eu já vi muito labrador, poodle e vira-lata bravos, feroz. O temperamento do cão é a forma como o dono o trata.

Pode reparar na atitude do homem perante um cão. Se ele grita, bate ou tem a mania de brincar batendo ou irritando o cão, é claro que ele vai se defender. E a maior defesa dele é a mordida. Se você trata seu animal com respeito, ensina o não e não o agride, ele não vai JAMAIS te atacar.

Agora vejamos o homem. Ele teve uma criação incrível. Pode ser de classe baixa, alta ou média. Os pais ensinaram o certo e o errado, falaram sobre o sim e o não, o que pode, o que não pode e o que jamais não pode ser feito. Ele sai de casa e apaga tudo da memória, ignora sua criação e o que os pais o ensinaram.

Eu me pergunto: O que leva uma pessoa a roubar? Matar? Ser um criminoso? Como uma pessoa consegue colocar a cabeça no travesseiro e dormir tranqüila sabendo o que fez? Essas pessoas conhecem Deus? Sabem o que é amor?

Eu fico imaginando o dia a dia de uma pessoa assim, mas não consigo chegar a conclusões nenhuma. Veja só. Eu acordo, faço o sinal da cruz antes mesmo de levantar da cama, e ainda sempre coloco o pé direito no chão (tenho toc, não sei se contei isso já). Faço uma oração e peço pra Deus iluminar meu caminho e que só as pessoas boas se aproximem de mim. Tomo banho, me troco, tomo café, arrumo minhas coisas e vou trabalhar. Trabalho com gente, dos melhores e piores tipos, mas não deixo isso interferir na minha vida pessoal. Se me abalo eu respiro fundo e bola pra frente, essa pessoa é infeliz. Se me faz bem, com certeza essa pessoa está nas minhas orações e não vou querer perder contato com ela. Depois de um longo dia de trabalho, volto pra casa, (a propósito, o melhor lugar do mundo). Estou ao lado das minhas irmãs, conversas, fofocas, risadas, brigas, mas em paz. Tomo um banho, como, saio, vejo os amigos, saio pra balada, pra beber, pra dar risada. Me divirto. Volto pra casa, coloco meu pijama, e antes de dormir agradeço a Deus pelo dia e pelas pessoas maravilhosas que traçaram meu caminho.

Às vezes, no meio do dia, me pego conversando com Ele. Questionando coisas, tentando achar soluções para minhas causas. Às vezes brigo com Ele, ou falo em voz alta e cobrando um pouco mais da Sua presença. Há dias também que eu esqueço Dele, vou dormir sem falar tchau, ou acordo sem dar bom dia. Mas sei que Ele ta do meu lado, e mesmo sem eu pedir, Ele ta iluminando meu caminho e colocando pessoas boas na minha vida.

E as pessoas que não conversam com Deus, que são ruins, que não tem nada no coração? São podres por dentro?

Dia 24 de setembro, às 9 horas da noite, eu fui assaltada por um homem/menino sem Deus no coração, sem ninguém, e sem nada na vida. Confesso que no primeiro instante desejei que ele levasse um tombo e ficasse em coma pro resto da vida. Morte não, pois ele não merecia. Fiquei mal, me senti péssima. Estava a caminho do show do Djavan, no Credicard Hall. Que dia! Que expectativa que eu tava para chegar a hora de ouvir: “Valei-me Deus, é o fim do nosso amor. Perdoa, por favor, eu sei que o erro aconteceu. Mas não sei o que fez tudo mudar de vez...” E claro que mesmo ao som do Djavan, eu só via a imagem daquele garoto, daquele olhar. Dormir foi impossível e a revolta me consumiu. Em conversa com os amigos, a maioria dizia: “Agradeça que você está viva!” Sim, agradeço! Mas isso desanima, te deixa pequeno, sem rumo.

O meu desejo e as minhas vibrações negativas continuaram no dia seguinte. Desejando todo mal do mundo praquele rapaz. Se ele quis o celular pra vender e comprar drogas, que use bastante e morra de overdose. Confesso, meu dia seguinte foi o pior do mundo. Aqueles desejos me faziam mal. Até que um anjo (e amiga muito querida) chegou perto de mim e me disse: “Reze muito pra esse moço! Pra que ele se torne uma pessoa boa! E então pessoas boas se aproximarão de você!”

É por isso que sou abençoada!

Um comentário:

  1. Querida, agora lendo seu post entendi o que passou. Que bom que Deus zelou por você e a protegeu - levaram teu celular, mas dos males o menor. Fique em paz e não perca muito tempo pensando no que aconteceu. Passei situações semlehantes na vida e a revolta é uma reação inicial natural. Mas depois passa e "entubamos" o que aconteceu.

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