quarta-feira, 1 de junho de 2011

A.A.S.P. (Apaixonados Anônimos Sofredores Platônicos)

Maria Alice me enviou um e-mail dizendo que está há 30 dias sem falar, nem ver seu (ex)  amor. Ela me contou a história toda, e confesso, fiquei atormentada como alguns homens podem ser tão cruéis e tão frios. Como pode iludir uma mulher, que a meu ver, parece ser tão pura, honesta, que tinha TANTO amor pra dar.

Não se pode culpar um dos lados, pois cada um tem sua versão da história. Mas pelo que me contou, Maria Alice tem razão. Eu apoio todas as decisões dela, principalmente a de excluir todos os contatos que tinha com esse “monstro”.

Maria Alice me mandou um e-mail assim: “Olá Gabriela. Sou muito fã do seu blog, e queria compartilhar minha história com você. Hoje faz 30 dias que estou limpa do meu último amor, ou melhor, da minha única e última tortura.” Ela me contou a história toda, mas para preservar sua identidade e sua intimidade, eu não vou contar os detalhes.

Achei interessante, pois ela não me pediu conselhos, dicas, nada. Ela apenas quis dividir sua história comigo.

Eu não sou nenhuma consultora de relacionamentos, nem psicóloga e muito menos conselheira amorosa. A única coisa que eu sou é humana. E me coloco no lugar das pessoas, me sensibilizo com a história delas e tento, nem que seja com uma simples palavra, ajudá-las.

Depois de tanto sofrimento, de tanta tortura como ela mesmo diz, o que eu posso dizer para minha querida leitora, é algo que parece clichê, falta do que falar, mas eu já passei por isso, e nada melhor que o TEMPO para acalmar essa dor e angústia.

Maria Alice conta que nos sete primeiros dias ficou trancada em seu quarto, chorando e sofrendo, mas sendo forte em não ver uma foto, um vídeo, nada que o lembrasse. Apagou as musicas, as fotos, as conversas no msn, tudo que lembrasse ele. Ela conta que foi muito difícil tomar essa decisão, mas chegou num ponto que não havia outra saída. Os primeiros dias pareciam não ter fim, mas que foi um trabalho que ela realizou com ela mesma para ter forças de não procurar mais essa pessoa.

Hoje faz 30 dias que ela nunca mais viu nem falou com ele. E finaliza: “Minto se disser que estou ótima. Sinto saudade de tudo, inclusive dos planos e sonhos que tinha para nós. Mas eu sei que no fundo quem saiu perdendo foi ele, porque ele nunca vai encontrar alguém que o ame, assim como eu o amei!” E diz que se algum dia ele encontrar uma mulher que goste dele metade do que ela gostou, ele pode casar, porque o tanto que ela gostava dele era inexplicável.

No e-mail todo eu percebi o tanto que ela amou esse rapaz, e o tanto de amor que ainda tinha para dar. Uma pena ele não aceitar isso. Preferiu viver na curtição, na aventura. (Pra não dizer putaria). Ela conta que a desculpa dele era um trauma do passado. Eu tenho vontade de dar um tapa na cara desses homens que dizem isso. Pra mim, trauma é desculpa pra não se envolver com ninguém, é falta de caráter de dizer “não te quero”.

Pra ela eu digo: Você não vai se arrepender de ter tomado essa decisão, porque o mundo da voltas, e um dia ele vai cair em si e vai ver que perdeu. Pra ele eu digo: Perdeu playboy! Um dia você vai superar seu trauma. Mas você nem imagina o que vem por aí... outro trauma. E o pior deles, o de perceber que a mulher da sua vida foi embora por causa da sua incompetência de não conseguir amar. 

3 comentários:

  1. Parabéns querida, ótimo texto :)

    beeeijos
    Ana

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  2. Oi, adoro seu blog e adorei essa ideia de mandar historias e voce escrever elas aqui, meu coracao reserva boas historias.

    voce escreve muito bem!

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  3. Paula, obrigada pelo comentário!
    Manda pro meu e-mail, que vou adorar contar aqui. gabrielamatarazzo@gmail.com
    bjo gde

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