terça-feira, 10 de maio de 2011

Para minha mãe

Eu não sou muito boa em demonstrações de amor e afeto. Aliás, eu não sei olhar nos olhos e dizer “eu te amo”, e também não sou muito carinhosa, muito menos meiga. Mas eu sei falar de amor. Aliás, isso é o que eu melhor sei fazer.

Eu já escrevi muitas cartas de amor, já me declarei por escrito, e até amei em vão. Escrevi textos gigantes, e até estou me arriscando a escrever um livro (claro, que fala de amor). Apesar de não demonstrar amor, eu falo de amor como se ele fosse muito fácil de ser demonstrado.

Então eu vou novamente falar de amor. Falar de um amor que nada e nem ninguém pode destruir. Um amor de verdade, sem esperar nada em troca. Um amor que a ausência machuca e a saudade dói. Amor verdadeiro e puro, que só uma mãe pode oferecer a um filho.

Você já idealizou, um dia, sua futura família? Por exemplo, o homem (ou mulher) com quem vai se casar, o rosto dos seus filhos, sua casa, a festa de 1 ano da sua filha, e por aí vai. É natural sonhar com as coisas materiais e até com os acontecimentos que estão a vir. O que a gente nunca pensa é em como vamos enfrentar a ausência da pessoa querida, como vamos suportar a perda do amigo, ou do irmão. E onde arrumaremos forças para seguir de cabeça erguida e fingir que isso passa e que um dia vamos olhar para trás e rir disso tudo.

Você já pensou como você será um dia que se tornar uma mãe? Será que você vai ser do tipo liberal, ou daquelas que deixa sair, mas põe limites na hora de voltar? Será que você vai ser tranqüila ou neurótica? Vai ser aquelas mães modernas, que acompanha a moda até os 60 anos de idade e vai pra balada com a filha ou vai ser careta e só acompanhá-la ao cinema?

Eu não sei como vou ser, mas sei que quero ser igual a minha mãe. Que mesmo com todos os defeitos, se sobressaem as qualidades. Que mesmo com todas as lágrimas já caídas naquela face, quando penso nela, só consigo lembrar do sorriso. Que mesmo quando briga comigo, sei que minutos depois vai dizer: “estou fazendo isso pelo seu bem”.  E que mesmo quando se preocupa comigo, eu sei que é cuidado e por medo de perder o que é dela.

Eu não sei como ela consegue suportar tamanha ausência e ainda se sentir tão presente. Não sei como ela consegue organizar todas as tarefas do dia a dia e a noite colocar a cabeça no travesseiro e mesmo que o dia tenha sido difícil, ainda agradecer por ele. Não sei como ela consegue ser mãe, mulher e dona de casa ao mesmo tempo, sem perder a classe e a elegância. Eu não sei como ela consegue demonstrar tanto amor só com um olhar.

Uma vez ela me disse que filho se cria pro mundo. Eu não sei pra onde vou, só sei que pertenço a ela, e mesmo que eu mude de país, ou apenas viaje pelo mundo inteiro, é no colo dela que eu encontro a paz!

Te amo mãe!




Um comentário:

  1. Gabi, não sabia que vc tinha um Blog.... Fucei tudo e amei!!! Aliás, amei tb sua mãe sem conhecê-la. Adorei a msg, aliás, a declaração!!! Mãe é mãe! Parabéns pelo blog!!! Bjos, Suzana

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